segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mitos comuns sobre sustentabilidade nas empresas

Os ganhos obtidos pelas empresas que investiram em sustentabilidade não se resumem ao lado social e ambiental, mas também financeiro das companhias, o que representa vantagem para todos os envolvidos. 
"A sustentabilidade vai do plano individual ao macro, que é o empresarial e o social", explica Paulo Branco, coordenador do GVces - Programa Inovação na Cadeia de Valor do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP - Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. 

A revista EXAME elencou os 10 mitos sobre sustentabilidade nas empresas:
1-  Sustentabilidade custa caro e não traz retorno 
É errado pensar que obrigatoriamente a sustentabilidade é cara e que exige um custo. Na realidade, tudo depende de diversos fatores. 
Para ter maior clareza sobre essa ideia é preciso ter em mente que a sustentabilidade envolve uma série de aspectos. Conduta ética, a não discriminação, corrupção, tudo faz parte da sustentabilidade. Implantar ações nesse sentido não envolve, necessariamente, a utilização de recursos financeiros. 
"Lembre-se de que todas as possibilidades geram crescimento e, apesar dos custos adicionais, a sustentabilidade tem sido uma solução que traz ganhos", afirma Branco. 
2- É apenas para empresa grande 
Este pensamento está ligado ao primeiro mito. "Como a sustentabilidade não está, obrigatoriamente, envolvida com custos, isso facilita a implantação de ações sustentáveis em empresas de todos os portes. As pequenas também fazem iniciativas sustentáveis, mas repercutem menos e são menos cobradas", expõe Valente, da Keyassociados. 
Lembre-se, aliás, de que as pequenas empresas, em conjunto, podem ter um impacto socioambiental maior do que as grandes companhias, visto que elas existem em maior número.
3-  Sustentabilidade reduz o conforto 
A sustentabilidade não é sinônimo de redução de qualidade de vida. "A briga, na realidade, é para que as pessoas de hoje possam continuar vivendo confortavelmente, mas que as do futuro ainda tenham comodidade. E para isso é preciso achar o equilíbrio", diz Valente.
4- Sustentabilidade é uma moda/tendência passageira 
O assunto veio para ficar. "Esperamos apenas que, no futuro, o tema esteja tão enraizado na cultura das empresas que não será mais necessário dar tanto enfoque a ele. Será incorporado ao dia a dia das companhias, não sendo um tema que precise a todo momento ser lembrado, mas que nem por isso deixará de existir. Pelo contrário, será algo natural", acredita Valente. 
5-  Ter uma área específica de sustentabilidade é solução 
Com o pensamento de que a sustentabilidade é uma tendência, diversas empresas criaram áreas especificas para tratar do assunto no campo empresarial, sem perceber que isso não basta. 
"De nada adianta criar uma área isolada. O importante mesmo é que todos os outros campos funcionais existentes na companhia conversem para que a sustentabilidade seja tratada com a importância que deve ter", explica Branco. 
6- Ser sustentável é ter ações ambientais 
Não acredite que sustentabilidade é sinônimo de meio ambiente. É comum esquecerem que o tema envolve ainda o lado econômico e social. 
"Não é bom para a sustentabilidade que a companhia tenha uma boa gestão ambiental, mas conte com sérios problemas como trabalho escravo e envolvimento com corrupção. É preciso que o tripé meio ambiente, economia e social esteja inserido dentro do negócio da empresa", afirma Valente, da Keyassociados. 
7- Ser sustentável só é viável quando se tem um presidente visionário 
Sim, a síndrome do Fábio Barbosa, empresário ligado ao mundo da sustentabilidade, existe nas empresas. "Muitas delas pensam que se o presidente não for comprometido e determinado com os assuntos verdes, a sustentabilidade não vai para frente", revela Branco.
Isso é falso: uma empresa sem um líder com essas características também pode criar ações que rendam bons frutos. 
8- 8. Inovação resolve tudo 
Outro mito muito comum é acreditar que as novas tecnologias solucionam todos os problemas. "É obvio que elas vão ajudar a sustentabilidade. Motores mais eficientes, lâmpadas que consomem menos energia e mais transparência de informação são alguns exemplos que trarão impactos positivos para o tema. Mas é preciso evitar os braços cruzados", esclarece Valente. Pense, também, que ações simples podem resolver problemas atuais. Mudanças de postura, de como usar água e energia, podem ser adotadas imediatamente, e trarão bons resultados para a sustentabilidade. "Nós mesmos somos capazes de achar saídas para os problemas vistos. Isso não significa que a tecnologia não seja importante, mas é preciso repensar tudo", salienta Branco. 
9. Fazer um relatório de sustentabilidade é suficiente 
Apenas publicar esse documento não basta. "Tenha consciência de que ele é um relato, uma prestação de contas, é a linha final de um processo", diz Ricardo Valente. Por isso, inclusive, que no documento consta uma série de questões, boas e ruins, apontando temas que a empresa está envolvida. 
Ele não é uma peça de marketing que diz tudo que há de bom. O relatório deve falar, ainda, sobre temas críticos. Ele serve para dar uma visão completa sobre a sustentabilidade da companhia. 
10. Falar das práticas "verdes" é fazer marketing falso 
Essa é uma questão histórica, já que no passado as companhias comunicavam qualquer ação pequena como se fosse algo grande e faziam muito barulho por nada. 
FONTE: PLANETA SUSTENTÁVEL

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